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Edição Genética Com Responsabilidade

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Mais de 20 representantes de comitês de ética europeus publicaram um documento de consenso expondo a necessidade de avaliar as implicações éticas, legais e sociais associadas às novas técnicas de edição genética como o CRISPR. O documento propõe a criação de um comitê europeu para avaliar os benefícios, limitações e possíveis riscos destas tecnologias tão promissoras, bem como assegurar o uso responsável destas técnicas. Outra função do comitê seria promover um debate social sobre o uso e aplicabilidade da edição genética

Mais de 20 representantes de comitês de ética europeus publicaram na revista Transgenic Research um documento de consenso expondo a necessidade de avaliar as implicações éticas, legais e sociais associadas às novas técnicas de edição genética. O documento propõe a criação de um comitê europeu encarregado de avaliar os benefícios, limitações e possíveis riscos destas tecnologias tão promissoras, bem como assegurar o uso responsável destas técnicas. Outra função do co…

Papagaios Endiabrados

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O ornitólogo Dante Martins Teixeira, professor do Museu Nacional do RJ nos oferece uma visão um tanto inusitada da relação entre homens e psitacídeos ao longo da História. Ele nos conta em um artigo publicado recentemente que, em virtude do seu dom de falar, os papagaios eram associados à possessão demoníaca, pois segundo a tradição cristã só existiam três classes de seres dotados do dom da palavra:anjos, homens e demônios. Lutero acreditava estar “o diabo nos papagaios e macacos, sendo esse o motivo pelo qual eles podem imitar as pessoas”. No decorrer da História, alguns psitacídeos mostravam-se tão loquazes que inspiravam a séria desconfiança de serem animais demoníacos ou possessos.


Nos dias de hoje, existe uma forte tendência de humanizar os animais, exemplificando o quanto as relações do homem com o chamado “mundo natural” podem ser multifacetadas, revelando um universo além de qualquer previsão em termos de amplitude e complexidade. Nesse sentido, a existência de aves capazes d…

São os Alienígenas, Extremófilos?

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Nos últimos tempos os cientistas têm se interessado pela busca dos organismos extremófilos em outros planetas como uma forma de atestar a existência de vida fora da Terra.  No imaginário literário e cinematográfico, os alienígenas (principalmente marcianos) sempre são retratados como seres esguios, esverdeados e de olhos grandes. Mas para a ciência, a constatação da vida extraterrestre em Marte reside no fato de encontrar microrganismos extremófilos debaixo do solo marciano (a chamada biosfera escura). Uma vez que eles vivem em "ambientes extremos" (sob alta pressão e temperatura), eles podem nos dizer em que intervalo as condições de vida são possíveis. Na imagem ampliada, vemos o tardígrado, um exemplo de organismo microscópico extremófilo.
Alguns organismos têm como principal características a capacidade de se proliferarem em ambientes com condições que seriam consideradas extremas e até fatais para a maioria dos outros seres vivos. O fato de viverem em ambientes inóspit…

A História Evolutiva dos Gatos

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De acordo com um novo estudo, feito com base em análises de DNA antigo, os gatos evoluíram para os animais que conhecemos hoje graças a várias ondas de domesticação e a contribuição do povo do Egito e do Oriente Médio. O estudo, conduzido pela Universidade de Louvain (Bélgica), analisou o DNA de cerca de 200 gatos entre 100 e 9.000 anos de idade e revelou que a população de gatos começou a se dispersar durante o período neolítico. De acordo com a análise dos cientistas, os gatos foram domesticados pelos primeiros agricultores no Oriente Médio há aproximadamente 10.000 anos. As análises revelaram também que todos os gatos domésticos são descendentes do gato-selvagem-africano (Felis silvestris lybica)
Embora a relação entre humanos e gatos seja muito antiga, estes últimos tiveram a sua domesticação relativamente tardia em comparação com os cães. Um novo estudo, conduzido pela Universidade de Louvain (Bélgica), analisou o DNA de cerca de 200 gatos entre 100 e 9.000 anos de idade e rev…

Uma Ciência Que Não Se Reproduz

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Uma pesquisa recente publicada pela Nature revelou que 90% dos cientistas reconhecem que existe uma crise de reprodutibilidade na ciência. Um grupo de pesquisadores dos EUA, Reino Unido e Holanda assinou nesta semana um manifesto para que a ciência recupere parte de sua credibilidade e confiabilidade perdidas por conta da dificuldade em se reproduzir os experimentos científicos na atualidade. Segundo uma análise, ressalta o manifesto, 85% dos esforços dedicados à pesquisa biomédica “acabam sendo desperdiçados”. “São estudos que nunca chegam a ser aplicados na clínica ou são feitos de uma forma negativa". Na gravura, uma exibição pública de um experimento do renomado físico Michael Faraday (1791-1867)
Uma pesquisa recente publicada pela Nature revelou que 90% dos cientistas reconhecem que existe uma crise de reprodutibilidade na ciência. Isso se deve em parte porque a forma de se produzir conhecimento na atualidade mudou tanto que seria quase irreconhecível para os grandes cientis…

O Primeiro Bug em um Computador da IBM

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O primeiro “bug” (inseto, em inglês) de computador ocorreu em 1945 numa máquina Harvard Mark II da IBM e foi provocado por um inseto de verdade. Uma mariposa entrou pela janela e entrou na máquina Mark II, na universidade de Harvard e travou todo o sistema. O fato ganhou notoriedade porque o técnico que descobriu a mariposa e a retirou da máquina, anexou o inseto ao seu relatório (foto). Apesar de provavelmente ter espalhado o termo bug na computação, a palavra já era usada como “erro” ou “problema” desde os tempos da Revolução Industrial. Mas o bug mais famoso e caro da história da informática foi a ameaça do Bug do Milênio na virada de 1999 para o ano 2000.
O primeiro “bug” (inseto, em inglês) de computador ocorreu em 1945 numa máquina Harvard Mark II da IBM (sigla para International Business Machines) e foi provocado por um inseto de verdade. Uma mariposa entrou pela janela e entrou na máquina Mark II, na universidade de Harvard e travou todo o sistema. O inseto foi descoberto por …

As Conexões Cerebrais da Monogamia

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Uma equipe internacional de pesquisadores norte-americanos identificou pela primeira vez as conexões que ocorrem nas áreas de recompensa do cérebro de roedores silvestres, responsáveis pelo seu comportamento monogâmico. Os animais estudados são conhecidos por ser um dos poucos mamíferos socialmente monogâmicos, ou seja,  aqueles que permanecem com o mesmo parceiro pelo resto da vida. De acordo com a equipe, durante a formação deste vínculo afetivo , o córtex pré-frontal -uma área envolvido na tomada de decisão-  ajuda a controlar as oscilações rítmicas dos neurônios no núcleo accumbens.
Uma equipe internacional de pesquisadores, liderados pela Universidade de Emory nos Estados Unidos, analisou as conexões que ocorrem nas áreas de recompensa do cérebro de roedores silvestres da espécie Microtus ochrogaster para entender o comportamento monogâmico destes animais.  As ratazanas-das-pradarias, como estes roedores são chamados, permanecem com o mesmo parceiro durante toda a vida. São conhe…